sábado, 20 de agosto de 2016

A MUSICALIDADE VOCAL

1 - Canto Gregoriano


Por Paula Perin dos Santos





O canto Gregoriano é o canto litúrgico estabelecido pelo papa São Gregório Magno no século VI, adotado pela Igreja Católica como canto oficial, de caráter introspectivo e meditativo, por isso foi tão praticado nas ordens conventuais.


Papa Gregorio I


Como nessa época o Cristianismo passou a dominar os principais centros onde as artes floresciam, com a música não foi diferente. Assim, a música sacra oficial, por assim dizer, era o canto gregoriano e, em segundo lugar, a música não oficial, a profana. Esse tipo de música chamada popular era desprezado pelos adeptos do canto gregoriano, por ser vista como uma música que traziam efeitos negativos para a alma em oposição à música “elevada”, que conduzia o ser humano a algo superior.

Cantado em latim, o canto gregoriano exige uma técnica bastante apurada e um estilo peculiar em sua entoação. Seu objetivo é conduzir à meditação e à humildade, almejando unir o homem ao plano espiritual. Por ser uma música de prestígio social, tinha um lugar todo especial, de honra e privilegiado.

Ele recebeu influências da música judaica, pois os judeus foram os primeiros a se converterem ao cristianismo; do grego, já que até o século III d.C. os cultos eram celebrados nessa língua; do latim falado, que equilibra o acento das palavras durante o discurso.

É cantado a uma só voz, sem acompanhamento de instrumentos, às vezes usa-se um órgão ou um harmônico, para que não haja desafinação; não há compasso definido: o ritmo é livre, como na oratória; é diatônico, ou seja, as notas não sofrem alterações de sustenidos ou bemóis, com exceção do “Si Bemol”.

Monofonia é um termo da teoria musical para designar uma melodia desprovida de qualquer acompanhamento, indiferentemente se trata de canto ou música instrumental. A variante possível para a monofonia é quando a mesma melodia é entoada em oitavas diferentes ou quando é entoada por várias vozes ou instrumentos. Alguns autores admitem na monofonia um acompanhamento de percussão. Exemplo de monofonia é o canto gregoriano.

O canto gregoriano apresenta um grande parentesco com o canto da Antiguidade, mas com um forte contraste espiritual. Ele ainda tem a característica monódica, a ritmização em sílabas longas e curtas aliadas ao acento da palavra e apresenta também fator místico-mágico, que é o da doutrina cristã. A novidade é a métrica: as escalas e os movimentos melódicos não se dão mais por movimentos descendentes, como entre os gregos, mas seguem se desenvolvem primeiro em movimentos ascendentes, seguidos de descendentes. Introduzem também ornamentações e coloraturas, que servem para acentuar palavras importantes do texto religioso e marcar as sílabas finais da interpontuação.









2 - Contraponto musical



Tradicionalmente, nas estruturas musicais distinguem-se: o ritmo, a melodia e a harmonia. O significado e a função de cada um destes elementos é facilmente perceptível para a maioria dos ouvintes, mesmo os menos dotados. No entanto, se este trio funciona bem para alguma música clássica, ele não serve para a chamada polifonia.

Foi sobretudo na Renascença que este género musical se desenvolveu. O seu princípio básico é o de que não deve existir apenas uma voz, mas sim um emaranhado de vozes. Essas vozes devem sobrepõem-se respeitando as leis da harmonia (cada voz sente-se acompanhada pelas restantes) segundo uma aprimorada arte canónica que se designa por contraponto. Tal como um ballet, há vozes que procedem em paralelo, outras que as seguem a curta distância e outras que se vão aproximando ou distanciando simetricamente do centro do palco. Embora a evolução dos gostos musicais não tenha favorecido o contraponto, existem alguns autores, como Bach, em que os detalhes contrapontísticos sobressaem sobre os demais ingredientes musicais.

Com a ajuda da linguagem e dos conceitos matemáticos consegue-se, com total transparência, descrever algumas práticas contrapontistas. Também através da geometria, com a qual se exercita a intuição visual, é possível compreender a música mesmo quando se trata de um ouvido menos dotado. 





  • Giovanni Pierluigi da Palestrina (1525-1594)


Palestrina é, do Renascimento, um dos mais importantes compositores de música religiosa. Nasceu no ano de 1525, em Palestrina, no norte de Roma, e desde cedo estudou música. Em 1537 era menino de coro da igreja de Santa Maria Maggiore, em Roma, e nessa cidade estudou até 1540. Depois, voltou à sua cidade natal para aí ser mestre do coro da cidade. Mas entretanto, em 1550 Júlio II é eleito papa, e Palestrina é chamado a Roma para ser mestre da Capella Giulia. Um ano depois, publica o seu primeiro livro de Missas, mas em 1555 Júlio II morre e Palestrina é demitido por ser casado. Então, Palestrina sucede a Roland de Lassus como mestre de capela de São João de Latrão., e em 1561 torna a Santa Maria Maggiore. Em 1567 entra ao serviço do cardeal Ipolito d'Este, e torna-se diretor da Capela Sistina em 1571. Após a morte da sua mulher, casou com a filha de um rico comerciante de peles, e enriquece ao entrar no ramo, o que lhe permitiu publicar a sua obra até ao fim da sua vida.

Papa Julio II

Palestrina também compôs diversos madrigais profanos, com o a canção "L´homme armé" (que curiosamente fez parte de uma missa), mas é na música religiosa que Palestrina ocupa maior destaque. Não tendo a inventividade de um Byrd, ou muitos outros compositores da época, Palestrina é porém considerado o exemplo mais polido e perfeito da polifonia renascentista, e o rigor formal das suas obras e a beleza da sua polifonia dão às sua obras um encanto divino, sem no entanto estas intricadas estruturas retirarem a inteligibilidade do texto posto em música, geralmente o ordinário da missa em latim, algo extremamente importante para a eficiência de uma missa cantada, aliás uma das regras definidas pelo Concílio de Trento como regra para a música sacra. 





3 - Os Tipos de Voz





É importante salientar que cada pessoa possui uma extensão de voz própria. Se você gosta de um cantor ou cantora e tenta imitá-los, cuidado! Você está danificando sua voz sem perceber. Procure saber qual é a sua extensão vocal, qual é o seu limite e como é o seu timbre de voz, para se acostumar a ele.

Uma boa voz é aquela que pode ser administrada pelo cantor(a), para que cante o fonema certo, no tom, com clareza, no ritmo e num volume adequado.

No canto erudito é essencial a classificação vocal, pois o estilo exige uma técnica diferenciada. No canto coral esta classificação também é essencial, pois o grupo é dividido por vozes graves, médias e agudas, e esta divisão é feita a partir das categorias de vozes.

O canto popular é mais flexível para esta questão, onde as tonalidades das músicas tocadas se adaptam à realidade extensiva dos cantores.
Os elementos mais importantes para se classificar uma voz são:

-Extensão Vocal: o conjunto de todas as notas que uma pessoa consegue emitir, independente da qualidade.

-Tessitura: é o conjunto de notas que uma pessoa consegue emitir de forma confortável e com boa qualidade.

A estrutura corporal, as características anatômicas, a personalidade, a respiração, as características da emissão vocal são fatores que interferem no seu tipo de voz.

O Timbre é a característica de cada voz, podendo ser grave, médio ou agudo, alguns dizem que o timbre é a cor da sua voz. Cada pessoa possui o seu timbre. É normal que pessoas da mesma família tenham timbres parecidos. São fatores genéticos.

Tessitura é a medida da extensão da voz, assim como para os instrumentos musicais, de acordo com a quantidade de notas que cada um alcança.


As divisões vocais são as seguintes:


VOZ MASCULINA: da voz mais grave para a mais aguda:

1-Baixo: Timbre mais grave da voz masculina. Voz grossa, emitido no peito ou na máscara; Sua extensão vai do DO 1 ao FÁ 3.





2-Barítono: Timbre mediano (voz média). Nem tão grave, nem tão agudo. Também emitido no peito e na máscara. Sua extensão vai do SOL 1 ao LÁ 3.



3-Tenor: Timbre mais agudo da voz masculina. Som emitido entre os registros de cabeça e médio. Sua extensão vai do DÓ 2 ao RÉ 4.






4 - Contratenor - Voz de homem muito aguda, que iguala ou mesmo ultrapassa em extensão a de um contralto (Voz Grave Feminina). Muito apreciada antes de 1800, esta é a voz dos principais personagens da ópera antiga francesa (Lully, Campra, Rameau), de uma parte das óperas italianas, do contralto das cantatas de Bach, etc.






5 - Baixo-barítono - Mais à vontade nos graves e capaz de efeitos dramáticos. Exemplo: Wotan, em Die Walküre [A Valquíria], de Wagner.









VOZ FEMININA: da voz mais grave para a mais aguda:

1-Contralto: Timbre feminino mais grave. Som emitido no peito e na máscara. Sua extensão vai do MI 2 ao LÁ 4



2-Mezzo-soprano (meio soprano): Timbre semi-grave/aguda. Som emitido entre o registro do contralto e do soprano. Sua extensão vai do LÁ 2 ao SI 4



3-Soprano: Timbre feminino mais agudo. Som emitido no registro alta da cabeça. Sua extensão vai do DO 3 ao FÁ 5 



  • Soprano coloratura (palavra italiana), ou soprano ligeiro, o termo coloratura significava, na origem, "virtuosismo" e se aplicava a todas as vozes. Hoje, aplica-se a um tipo de soprano dotado de grande extensão no registro agudo, capazes de efeitos velozes e brilhantes. Exemplo: a personagem das Rainha da Noite, em Die Zauberflöte [A flauta mágica], de Mozart. 




  • Soprano lírico. Voz brilhante e extensa. Exemplo: Marguerite, na ópera Faust [Fausto], de Gounod. 



  • Soprano dramático. É a voz feminina que, além de sua extensão de soprano, pode emitir graves sonoras e sombrias. Exemplo: Isolde, em Tristan und Isolde [Tristão e Isolda], de Wagner.




O APARELHO VOCAL


"A Voz é o eco da alma" (Pitágoras) 


A Voz é um conjunto de sons produzidos pelo funcionamento do aparelho de fonação.

O aparelho vocal se compõe:

1.Aparelho respiratório: Os pulmões (depósitos de ar). Um sistema de fole que fornece o ar necessário à emissão vocal. É formado pela caixa torácica com seus elementos ativos musculares e o diafragma.

2.Órgão vocal vibrante:
Laringe com a glote, as cordas vocais e os ventrículos.

3.Sistema de ressonância :

a)Cavidades supraglóticas: faringe, f0ssas, nasais, seios paranasais, maxilares e frontais;

b)Cavidades subglóticas: traquéia, brônquios, pulmões e caixa torácica.

Contribuem para o ato da fonação os:

4.Articuladores:
Lábios, língua, dentes, palato duro e palato mole, que dão forma aos sons da linguagem.

5.Órgão coordenador: Sistema nervoso central.

As qualidades da voz são:

1.Intensidade:
A intensidade é dada pelo aparelho respiratório, no vigor da expiração.

2.Altura:
Proporcionada pelas vibrações das cordas vocais.

3.Timbre:
Proporcionado pelo sistema de ressonância. É o reforço do som.

Na voz humana o timbre depende das dimensões e da forma das cavidades de ressonância. No desenho abaixo apresentamos os órgãos que contribuem para a fonação.




O Tom da nossa voz deve estar à flor dos lábios.

Cavidades nasais: (respira-se pelo nariz) Quando estamos falando, respiramos pela boca. Nas pausas respiramos pelo nariz, ficando a boca fechada para evitar que a garganta se resseque. Estas observações são de grande importância, sobretudo para as pessoas que discursam, que fazem conferências, que falam em público.

O Cantor necessita aprender como usar a sua voz como um instrumento materializado, pois ele possui os órgãos fonatórios e a fonte de energia necessária, o sopro, para produzir o som. É também verdade que o cantor expressará de modos diferente esse canto interiorizado e sentido, segundo sua concepção da obra a ser interpretada e das infinitas nuances da sua voz. Seu poder expressivo refletirá tanto seu temperamento como sua personalidade.

A voz e a sua personalidade estão estreitamente relacionadas e são inseparáveis já que traduzem o ser humano na sua totalidade.

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

ARTE CINÉTICA - ARTE DO MOVIMENTO


Arte cinética
A arte cinética, é uma corrente das artes plásticas que explora efeitos visuais por meio de movimentos físicos ou ilusão de óptica ou truques de posicionamento de peças.

Artistas como Marcel Duchamp (1887-1968), Alexander Calder (1898-1976), Vasarely (1908), Jesus Raphael Soto (1923), Yaacov Agam(1928), Jean Tinguely (1925), Pol Bury (1922) e o brasileiro Abraham Palatnik (1928), são apontados como expoentes desta linguagem.

Alexander Calder

Móbile

Stábile

Jean Tinguely











Super Meta Maxi

Dança Macabra






domingo, 5 de junho de 2016

TEATRO DE BONECOS

INTRODUÇÃO






Teatro de Bonecos  (Por Ana Lucia Santana)  


A história do Teatro de Bonecos é tão ancestral quanto a do próprio teatro tradicional. Esta arte já está presente entre os primitivos que, deslumbrados com suas silhuetas nas paredes das cavernas, elaboraram o teatro de sombras, visando talvez entreter suas crianças. Desde então o Homem não estancou mais seu impulso criativo. Surgem os bonecos moldados com barro, desprovidos de junções, para posteriormente aparecerem os primeiros exemplares com a união de cabeça e membros.

O Teatro de Bonecos nasceu há muito tempo atrás, no Oriente, principalmente na China, na Índia, em Java e na Indonésia. Lá ele conquistou um status espiritual e era tratado com muita reverência. Os orientais consideravam estes bonecos como verdadeiros deuses, dotados de recursos mediúnicos e fantásticos. Eles eram criados com tamanha perfeição que se tornavam idênticos aos seres vivos, muitas vezes inspirados realmente em personagens reais.


Esta arte desembarcou na Europa através dos negociantes, logo se difundindo por todo o continente. Entre os gregos eles eram portadores de tamanha ousadia, que muitas vezes eram usados como ferramentas para se ironizar o Cristianismo. Os romanos herdaram este elemento cultural e muito contribuíram para seu aprimoramento e conseqüente disseminação.

No universo ocidental, ao contrário do Oriente, vê-se a razão humana tentando dialogar com o sagrado de forma rudimentar. Na era medieval esta arte foi alvo de intolerância religiosa, pois foi utilizado, nesta época, como um meio de evangelizar as pessoas. Ela era normalmente exibida durante as feiras livres nos burgos.

Em terras americanas, o Teatro de Bonecos chegou pelas mãos dos colonizadores, em meados do século XVI, na era das grandes descobertas. Desta forma este movimento cultural aportou no Brasil, mais uma vez como instrumento de doutrinação religiosa. Ele se consolidou no Nordeste, fixando-se especialmente em Pernambuco, sendo batizado na Paraíba como Babau. Através desta arte os artistas podem transmitir ao público sua mensagem impregnada de temáticas sociais.

A graça do boneco está em sua associação de movimento e sonoridade, o que encanta e seduz principalmente o público infantil. O Teatro de Bonecos está sempre intimamente ligado ao entorno histórico, cultural, social, político, econômico, religioso e educativo. Em cada recanto do Planeta, por conta da diversidade cultural, ele recebe um nome distinto.

Na Itália encontra-se o Maceus, posteriormente substituído pelo Polichinelo; na Turquia, o Karagoz; na Grécia, as Atalanas; na Alemanha, o Kasper; na Rússia, o Petruska; em Java, o Wayang; na Espanha, o Cristovam; na Inglaterra, o Punch; na França, o Guinhol; nos Estados Unidos, o Mupptes; e no Brasil, o Mamulengo.

O Teatro de Bonecos ganha existência nos palcos por meio do movimento das mãos do ator que o manipula, narra as histórias e transcende a realidade, metamorfoseando o real em momentos de magia e sedução. Mas ele também tem um alto potencial educativo, podendo se converter em poderoso instrumento nas mãos de um bom educador.

Fontes
http://www.geocities.com/cerridween/history.htm
http://augustobonequeiro.wordpress.com/2007/04/14/historia-do-teatro-de-bonecos/



Objetivo(s)
  • Estudar as formas de fazer teatro com bonecos e as diferentes técnicas de bonecos/fantoches, com ênfase em bonecos de colher de pau.

Conteúdo(s) 
  • Criação de bonecos feitos em colher de pau
  • O item de cozinha pode ser encontrado facilmente em várias lojas e por um preço bem camarada. Depois é só usar a criatividade para criar os personagens. Você pode usar retalhos de tecido ou feltro, botões, cola, fitas e muito mais.
    Você ainda pode desenhar na madeira e pintar os personagens: crianças, homens, mulheres, animais.-  http://www.xalingo.com.br/blog/2014/07/vamos-fazer-fantoches-de-colher-de-pau/#sthash.bVqATWRE.dpuf
  • Criação do texto teatral para a apresentação das histórias
  • Criação do palco para as apresentações


Ano(s)
  • 7ºs anos A, B, C e D

Material necessário:
  • 1 colher de pau por aluno
  • retalhos de tecidos
  • papel crepom estampado ou colorido
  • tesoura
  • régua
  • fitas
  • lãs
  • olhinhos de boneco (par)
  • canetinha preta
  • cola quente
  • retalhos de papelão
  • livros de teatro de bonecos com textos teatrais para inspirar os alunos.
Interdisciplinaridade
  • O professor de Língua Portuguesa poderá auxiliar na correção dos textos teatrais que os alunos criarão para apresentarem utilizando os bonecos criados por eles.

Desenvolvimento 
  • 1ª ETAPA: CRIAÇÃO DOS BONECOS
  • A colher de pau é a base. 
  • Os elementos a serem inseridos vão depender de que tipo de personagem o aluno irá criar.
  • Alguns exemplos de fantoches...











Mais sugestões de bonecos/fantoches de colher de pau:
https://br.pinterest.com/adrianabarros19/teatro/

PALCOS (SUGESTÕES)



Características:

- Teatro de Tecido cortininha painel com alça para pendurar
- Ótimo para brincadeiras com fantoches e dedoches
- Conte historinhas e ensine as crianças de uma forma diferente
- Estimula a criatividade, representação e interpretação de histórias
- Colorido e chamativo
- As crianças vão adorar brincar e também assistir pecinhas de teatro
- Alças para pendurar e cordinhas laterais para amarrar
- Ótimo para escolas, brinquedotecas, quartos de brinquedo, etc.

Especificações:
- Composição: Feltro e uma barra de madeira
- Dimensões aprox.: 1,60cm x 80 cm




http://www.fabricadebrinquedos.com.br/Teatro_Fantoche1.html 
(SUBSTITUA A CAIXA DE SAPATO POR UMA CAIXA MAIOR. O PROCEDIMENTO É IGUAL, AUMENTANDO AS MEDIDAS DE ACORDO COM O TAMANHO DA CAIXA)



http://blogtiale.blogspot.com.br/2010/11/cenarios-para-teatro-de-fantoches.html







  • 2ª ETAPA: CRIAÇÃO DA HISTÓRIA
  • Os alunos se reunirão em grupos para criarem a história a partir dos personagens feitos por eles nas colheres de pau.

  • 3ª ETAPA: REVISÃO DA HISTÓRIA
  • Correção de eventuais erros de grafia e concordância nas falas das personagens

  • 4ª ETAPA: ENSAIOS E APRESENTAÇÃO
  • Os alunos passarão a ensaiar as falas durante as aulas de Arte e em períodos fora do horário de aula.
  • As apresentações dos grupos se darão na Sala de Artes da escola. 
Avaliação
  • Individual: Durante a confecção dos bonecos (participação e disciplina) e na arte-final dos bonecos.
  • Grupo: Criação da peça e apresentação.




segunda-feira, 4 de abril de 2016

ARTE - 1ºs EM - 1º BIMESTRE - ATIVIDADES

ARTE - 1º BIMESTRE - 1ºs EM MANHÃ



O QUE É ARTE? ORIGENS DAS MANIFESTAÇÕES ARTÍSTICAS
QUESTÕES PARA ENTREGAR RESPONDIDAS  (RESPONDER A PARTIR DAS PÁGS. 16 A 18, DO LIVRO DE ARTE, EM FOLHA DE ALMAÇO)
1. Nas regiões do Brasil foram encontrados registros visuais e vestígios materiais de grupos humanos que aqui viveram antes da colonização. Que nome recebeu esse período?
2. Onde ficam os principais e mais antigos sítios arqueológicos no Brasil? E qual a idade deles?
3. Quais as características dos registros rupestres encontrados? Explique a tradição Nordeste e a tradição Agreste.
4. Quais as características das pinturas rupestres?
5. O que acontece aos registros da música e das artes cênicas?
6. Como os costumes dos homens pré-históricos eram registrados para que tivesse indícios de sua existência?
7. O que pode ser feito para se ter a ideia de como os instrumentos musicais eram na pré-história?
8. O que são patrimônios?
9. O que são bens materiais?
10. O que são bens imateriais?
11. Qual o órgão responsável pela preservação do patrimônio?
12. O patrimônio natural é, muitas vezes, protegido por lei. O Parque Nacional da Serra da Capivara é considerado como? 


 

Pedra Furada

Pinturas rupestres

Questões para criar um resumo sobre as características e história da Dança e do Teatro (a partir da pág. 18 do livro de Arte - As Linguagens da Arte, até a pág. 28 - Comédia): 
Características:
* Obra de arte nas artes cênicas
* Quando a obra de arte existe?
* Por quem é feita a obra de arte?
* No caso da dança quais são suas características?
* Como é formado o espetáculo de teatro e quais são seus elementos?
* O que é conflito e como pode se dar?
* Quais as características gerais do gênero no teatro?
* Qual a origem do teatro grego e suas características?
* Como era o teatro na Antiguidade Clássica?
* O que se entende por mitologia?
* Quais os deuses na mitologia grega e suas variações na mitologia romana?
* Significado da palavra tragédia e principais tragediógrafos.
* Significado da palavra comédia e principais autores.

>> Responder em folha de almaço, em dupla. 



DESENHO (INDIVIDUAL)
>>Crie uma máscara representando um dos gêneros (Comédia ou Tragédia)
* Utilize uma folha de sulfite A4, com margem de 1cm.
* O desenho deverá preencher o espaço delimitado.
* Seja criativo na decoração de sua máscara!
* Pinte com lápis de cor e crie um fundo que destaque o desenho de sua máscara.
* INDIVIDUAL 
(O desenho será feito em sala de aula)



MÚSICA
>> Responda as questões a partir dos textos do seu LIVRO DE ARTE, das págs.32 a 42:
1- Qual a origem da palavra música?
2- Qual a definição mais abrangente para o que é música?
3- A partir das pesquisas de John Cage, podemos concluir que o silêncio não existe como ausência total de sons. Que sons podemos ouvir?
4- Em que casos o silêncio é utilizado para demonstrar respeito?
5- Qual a diferença física entre a música e um quadro?
6- Qual a definição de som?
7- Quando o ser humano começa a ouvir sons?
8- O que é a música minimalista?
9- Explique os quatro parâmetros do som.
10- Como teve início o exercício da música na Pré-história?
11- Qual o registro gráfico mais antigo de que se tem conhecimento? E onde foi encontrado?
12- Quais as funções da música?

* Responder em almaço, EM DUPLA.



domingo, 25 de outubro de 2015

ARTE E CORDEL

Literatura de Cordel



Literatura de Cordel é uma modalidade impressa de poesia, que já foi muito estigmatizada mas hoje em dia é bem aceita e respeitada, tendo, inclusive, uma Academia Brasileira de Literatura de Cordel. Devido ao linguajar despreocupado, regionalizado e informal utilizado para a composição dos textos essa modalidade de literatura nem sempre foi respeitada, e já houve até quem declarasse a morte do cordel, mas ainda não foi dessa vez.

A cada dia os textos são mais valorizados por todo o Brasil e pelo mundo. Os textos são publicados em livretos fabricados praticamente de forma manual pelo próprio autor. Eles têm geralmente 8 páginas mas podem ter mais, variando entre 8 e 32. As páginas medem 11x16cm e são comercializadas pelos próprios autores. Há alguns livros publicados, mas no geral a venda acontece dessa maneira. Leandro Gomes de Barros e João Martins de Atahyde são dois dentre os primeiros poetas; e estes já possuem livretos publicados por editoras, sendo vendidos e reeditados constantemente. Não há como contar a quantidade de exemplares, pois a cada tiragem milhares de exemplares são vendidos.

Assim como muitos itens dos que compõem a nossa cultura, a literatura de cordel tem influência Portuguesa. Os autores das poesias se denominam trovadores e geralmente quando as declamam são acompanhados por uma viola, que eles mesmos tocam.

Este tipo de literatura marcou também a cultura francesa, espanhola e portuguesa, através dos trovadores. Estes eram artistas populares que compunham e apresentavam poesias acompanhadas de viola e muitas vezes com melodia. Se apresentavam para o povo e falavam da cultura popular da localidade, dos acontecimentos mais falados nas redondezas, de amor, etc. Assim como no trovadorismo, movimento literário que abriga essa prática, hoje é a literatura de cordel. Até mesmo as competições entre dois trovadores, com suas violas, é presenciada hoje por nós e já foi muito praticada nos três países citados, especialmente em Portugal.

No Brasil prevalece a produção poética, mas em outros locais nota-se a forte presença da prosa. A forma mais freqüentemente utilizada é a redondilha maior, ou seja, o verso de sete sílabas poéticas. A estrofe mais comum é a de seis versos, chamada sextilha. E o esquema de rimas mais comum é ABCBDB.

Os temas são os mais variados, indo desde narrativas tradicionais transmitidas pelo povo oralmente até aventuras, histórias de amor, humor, ficção, e o folheto de caráter jornalístico, que conta um fato isolado, muitas vezes um boato, modificando-o para torná-lo divertido. Ao mesmo tempo que falam de temas religiosos, também falam de temas profanos. Escrevem de maneira jocosa, mas por vezes retratam realidades desesperadoras. Uma outra característica é o uso de recursos textuais como o exagero, os mitos, as lendas, e atualmente o uso de ironia ou sarcasmo para fazer críticas sociais ou políticas. Usar uma imagem estereotipada como personagem também é muito comum, às vezes criticando a exclusão social e o preconceito, às vezes fazendo uso dos mesmos através do humor sarcástico. Além dos temas “engajados”, se assim podemos chamá-los, há também cordéis que falam de amor, relacionamentos pessoais, profissionais, cotidiano, personalidades públicas, empresas, cidades, regiões, etc.

Uma das características desse tipo de produção é a manifestação da opinião do autor a respeito de algo dentro da sua sociedade. Os cordéis não tem a característica de serem impessoais ou imparciais, pelo contrário, na maioria das vezes usam várias técnicas de persuasão e convencimento para que o leitor acate a ideia proposta.





Ai! Se sêsse!...
Autor: Zé da Luz

Se um dia nós se gostasse;
Se um dia nós se queresse;
Se nós dois se impariásse,
Se juntinho nós dois vivesse!
Se juntinho nós dois morasse
Se juntinho nós dois drumisse;
Se juntinho nós dois morresse!
Se pro céu nós assubisse?
Mas porém, se acontecesse
qui São Pêdo não abrisse
as portas do céu e fosse,
te dizê quarqué toulíce?
E se eu me arriminasse
e tu cum insistisse,
prá qui eu me arrezorvesse
e a minha faca puxasse,
e o buxo do céu furasse?...
Tarvez qui nós dois ficasse
tarvez qui nós dois caísse
e o céu furado arriasse
e as virge tôdas fugisse!!!

FIM

Para ler e conhecer mais sobre os Cordéis, visite: www.ablc.com.br


Mais links:


http://www.estudopratico.com.br/literatura-de-cordel/

http://cordeldobrasil.com.br/v1/

http://www.suapesquisa.com/cordel/

As gravuras na Literatura de Cordel




  • Xilogravura


O dicionário Larousse, Ática, define xilogravura da seguinte forma: “gravura obtida pelo processo da xilografia”. Xilografia quer dizer “arte de gravar em madeira. Técnica de impressão em que o desenho é entalhado com goiva, formão, faca ou buril em uma chapa de madeira”.


História da Xilogravura

As prováveis origens da xilogravura remetem à cultura oriental. Segundo historiadores, a xilogravura foi criada pelos chineses e já era praticada por este povo desde o século 6. Durante a Idade Média, a xilogravura firma-se no ocidente, ganhando inovações durante o século 18. Com sua difusão por diversos países, acabou chegando às nações européias, onde influenciaram as artes do século 19 e ajudaram Thomas Bewick a criar a técnica da gravura de topo, diminuindo os custos de produção industrial de livros ilustrados e inciando a produção em larga escala de imagens pictóricas.

Porém, com o avanço tecnológico do século 20, a técnica da xilogravura começa a cair em desuso. Com a invenção de processos de impressão a partir da fotografia, a técnica oriental foi considerada obsoleta, passando a ser utilizada somente por artistas e artesões.


Técnica e funcionalidade

Pode-se descrever a xilogravura como uma espécie de carimbo. Em seu processo, uma gravura é entalhada na madeira com auxílio de objeto cortante e, na sequência, utiliza-se um rolo de borracha embebida em tinta, que penetra somente nas partes onde está a gravura (entalhe). Então, a parte em que fica a gravura é colocada em contato com a superfície a ser ilustrada. Após alguns minutos, retira-se a madeira, que deixa a imagem impregnada no local. Esta técnica é também chamada de impressão em alto relevo e pode ser feita à base de linóleo (linoleogravura) ou qualquer superfície plana.


Xilogravura aplicada no Brasil

O contato entre diversas culturas, como a brasileira e a portuguesa, ocasionou o surgimento da xilogravura popular brasileira. Os portugueses já utilizavam a técnica que, quando trazida para o Brasil, desenvolveu-se na Literatura de Cordel. Com isso, diversas obras foram produzidas com a utilização da xilogravura, formando diversos xilógrafos, principalmente na Região Nordeste do país. Gilvan Samico, Abraão Batista, Amaro Francisco, José Costa Leite, José Lourenço e J. Borges estão entre os principais xilógrafos brasileiros.
A gravura em isopor é usada como um recurso artístico e didático que reconstrói o processo da xilogravura, gravura em relevo, feita em madeira.Ela apresenta especificidades que favorecem o manuseio, apresentando, de uma forma geral, menos rigidez que a madeira. O isopor, mais poroso e macio, não exige as goivas ou estiletes usados para cortar a fibra da madeira, mas pelo contrário: pode ser gravado com praticamente toda sorte de objetos, desde lápis, uma ponta seca, a tampinhas, pregos etc.

MATERIAL:
  • bandejas de isopor (daquelas para frios, por exemplo)
  • tinta guache preta, azul, verde, etc. Uma cor escura é melhor para que se possa visualizar o entalhe do isopor.
  • pincéis ou rolinhos de pintura
  • jornais para forrar as mesas
  • folhas de sulfite (cortadas nas medidas do livrinho de cordel)
  • folhas para rascunho ou criação dos estudos
  • lápis preto
  • palitos de madeira (de churrasco ou outro qualquer)
Obs.: O correto, antes de partir para a gravura em isopor, é criar o estudo que se pretende "entalhar" primeiro em sulfite, na medida padrão para a capa do cordel.

Entalhe com palito

Pintura do entalhe utilizando rolinho

Impressão

Impressão

Exemplos de impressões diversas